(…) Queria demonstrar tudo que sinto. Dizer de que a única coisa que preciso é você. Acordar ao seu lado, sem medo de que um dia você irá embora. Abraçar-te na certeza de que você sempre estará ao meu lado em todos os momentos. Mas afinal, o que houvera com a gente? Nos distanciamos assim um do outro. Esse silêncio da sua parte me machuca. E dói, dói muito, saber que você não sente a minha falta, nem ao menos me ligou para me desejar um bom dia como antigamente, nem sequer se deu conta de que eu precisava de você a todo instante. E eu me pergunto, onde foi parar todo amor que você dizia sentir por mim? Será que o “pra sempre” se acabou aqui? E os nossos sonhos juntos? Todos aqueles planos? Se foram também? Só queria entender aonde eu errei. Só queria saber em que momento eu poderia ter sido melhor, sabe? Demonstrado mais. Acontece que…eu não consigo te esquecer, nem por um segundo, nem por um minuto sequer. E hoje quero que saiba que não quero mais sofrer por você, não quero que todos os dias se passem, e seja assim tão monótono, tão normal, tão natural, o normal realmente não me agrada. Se for pra ficar comigo que seja pra sempre, pra me fazer bem e não mal, porque se for pra sofrer sozinha prefiro ficar sozinha de uma só vez, mesmo sabendo que a minha fraqueza é a sua ausência, estou conseguindo levar…um dia de cada vez, talvez não como eu esperava, como eu sonhava, você ao meu lado, mas estou conseguindo levar, não sei até quando, mas estou. Bem? Não. Apenas respirando. — Parece Impossível
(Source: pareceimpossivel)
Almoçando na casa de um amigo:
Almoçando na sua casa:
(Source: coffeedessert)
O telefone toca. Ela acorda assustada e olha as horas. 04h e 33 minutos. Da manhã. Quem ousava acorda-lhe a essa hora? Ela atendeu irritada.
- Alô?! - ela quase gritou.
- É… Oi, anjo. - e foi aí que ela não pode responder. Sua garganta travou. Conhecia muito bem essa voz manhosa, esse jeito manhoso de chamá-la de anjo… Conhecia muito bem o modo de tratamento que ele dirigia a ela. Ela forçou alguma coisa a sair da sua boca, mas não conseguia. Como ele estava ligando pra ela? Agora… Justo agora! Ela estava superando, estava esquecendo-o, tirando-o de sua vida… E ele faz questão de voltar. Como sempre. - Letícia? Você tá me ouvindo? - Sim, ela estava. Mas não queria respondê-lo. Não podia… Mas precisava. Precisava mostra-lo que era forte, que falar com ele não a abalava. Mesmo que fosse mentira.
- Pe-pedro? É você? - E foi isso que ela conseguiu falar. O único som que saiu de sua boca. As únicas palavra que ela conseguiu falar. Mas depois de tanto tempo… Por que ele estava ligando agora? Justo agora!
- Sou eu sim… Nossa, há quanto tempo, garota! - É, realmente fazia muito tempo. E durante todo esse tempo ela havia sentido sua falta. Mas não ia admitir. Jamais iria. Não para ele. Ele não sabia o quanto tinha machucado-a… Então, pra que demonstrar isso?
- Verdade, fazem o que? 10 meses? - ela perguntou, tentando soar meio empolgada, e o ouviu respirar fundo, do outro lado da linha. Não, não eram só 10 meses. Era uma eternidade para ambos… Um longe do outro.
- Acho que mais. - Ele disse. Realmente fazia mais. Ele havia contado. Hoje completava 11 meses que não se viam. Não se falavam. - 11 meses. 334 dias.
- Nossa, sabe até os dias? - Mas ela também sabia. Havia contado cada dia distante dele. Perdendo-o cada vez mais. Até nunca mais poder tê-lo de volta.
- Você sabe, eu sempre fui bom em matemática. - Ele falou dando uma risada. É, ela sabia. Assim como sabia de todas as outras coisas sobre ele. Sua cor favorita, seu suco preferido, o site que mais entrava, a música que mais ouviu, a pessoa que mais sentia falta. Sabia de cada coisa dele. Pelo simples fato de ser dele.
- Sei, é? - Ela falou irônica. Sabia o quanto ele odiava quando ela agia assim. Mas ela não se importava. Não agora. Não mais.
- Então sua doce ironia ainda está presente na sua vida? Bom saber… - Ele falou, também estava sendo irônico agora. Ela odiava quando ele agia assim.
- É, está. Mas acho que isso não te interessa. Não mais. - Ela falou. Agora estava com raiva. Quem ele achava que era, pra ligar-lhe de 4 horas da manhã e ainda ser irônico com ela.
- Ei, calma! Só tava brincando, anjo. - Ele falou. Novamente aquele apelido. Não! Ele não podia chamá-la assim. Não mais. Ela não era seu anjo.
- Não me chama assim, Pedro. - Há muito tempo fora seu anjo… Mas parece que não mereceu tudo isso. Agora nem sua amiga era. Nem sua conhecida, ao que parecia.
- Por que não? Eu sempre te chamei assim, Letícia. O que tá acontecendo com você? - Ele perguntou. Agora ele que estava com raiva. Ela sempre amava quando ele a chamava assim. O que havia feito de tão mal a ela?
- Comigo? Você pergunta o que está acontecendo comigo? Você me liga às 4 da manhã sem nenhum motivo aparente, acaba com meu sono, me irrita, e pergunta o que está acontecendo comigo, Pedro? Acho que é o fato de você mal lembrar que eu existo, e quando eu finalmente consigo te superar, o que você faz? Liga pra mim às 4 da manhã! - Agora ela estava realmente estressada. - Já não basta passar por mim e fingir que eu não existo? Não basta passar na minha cara que está feliz sem mim? Ainda tem que me torturar mais? Ah é, claro que tem, afinal é você, e você não se importa com ninguém… Nem mesmo com uma pessoa que um dia você disse que amou. Acho que foi isso que aconteceu comigo. Aconteceu você.
- Letícia, eu nunca quis te magoar. - Ele disse. Realmente se sentia mal. Nunca quisera magoar ela… Ele a amava, e odiava ouvi-la falar assim… Tão magoada, tão triste. - Por isso eu me afastei. Porque eu te amava. Eu te amo. E eu sabia que te magoaria muito mais se eu continuasse com você. Eu não queria te ver mal, nunca quis. Eu daria minha felicidade e tomaria tua tristeza pra mim, só pra te ver sorrindo mais uma vez.
- Cala a boca, Pedro! Cala a boca. Parece até que você se importa. Você nunca se importou comigo, sempre me colocou como segunda opção. Você acha que eu gostava disso? De nunca ser a sua garota? De você só me procurar quando você queria algo? Magoava, Pedro. E magoa até hoje.
- Letícia, me perdoa… Por favor. Eu sinto tanto tua falta. Falta de tudo seu. Da sua voz, de como sua pele fica vermelha quando eu te elogio, do seu modo de mexer no meu cabelo… Eu sinto falta dos seus lábios no meu pescoço. Lembra que você jogava o cabelo no meu rosto só pra me provocar? Que eu pegava na tua cintura pra você se arrepiar? Lembra que todo mundo achava que nós eramos namorados? E você ria quando diziam isso, dizia que jamais perderia seu tempo com alguém como eu. Lembra disso, anjo? - Ele falou, quase sussurrando. Sabia que tinha parecido uma garota, e que tinha desenterrado coisas que ela não queria lembrar, mas precisava lembra-la da época em que eram felizes. Juntos.
- Não, eu não lembro disso, sabe por que? Porque depois que você me deixou eu fiz questão de enterrar tudo isso, de tirar todas essas lembranças ridículas da minha cabeça. Eu te esqueci. Passado. Entendeu? Não existe mais um ‘nós dois’. Você não existe mais na minha vida. Você saiu dela, lembra? E você não vai conseguir voltar. Nunca. - Ela mentiu. Mentiu durante todo o tempo. Achava que havia esquecido-o, mas havia se enganado. Naquela conversa ela havia visto isso. Mas não demonstraria para ele.
- Você não vai me desculpar? Nunca? - Ele perguntou. A voz falhava, a cabeça doía, as mãos tremiam. Ele nunca havia se sentido tão mal. Era tão burro… Havia perdido a garota que mais amara em toda a vida. Sentia-se um lixo. Um ninguém. E era isso que ele era sem ela. Nada.
- Não, não vou. Nunca. Adeus, Pedro… Eu te amei. - Foi o que ela falou. A ultima palavra que dirigiria à ele.
- Adeus, Letícia. Eu te amo, anjo. - Ele fala, com a voz tremula e desliga.
[Silêncio]
- Eu te amo mais. - Ela fala para o telefone mudo.
Clara Nery. (desprezando-te)
(Source: d-esaforada)
Amigo de verdade mesmo é aquele que te ajuda sem pedir nada em troca. Falso Príncipe
Via desajustada.


